segunda-feira, 23 de abril de 2012

Conectados


Antes as mães iam à loucura quando o filho passava o dia na rua jogando bola com os amigos. Hoje lutam para fazer com que os filhos saiam de frente do computador. Arrancar a cabeça do dedão em um chute mal dado não é mais problema para os garotos. O problema vai ser a falta de histórias para contar daqui a alguns anos. 

E a tarefa de casa? Se a informação pedida não estivesse no livro adotado pela escola...é porque não existia. O professor não poderia cobrar isso na prova, não tava no livro. Anule a questão já!
Bons tempos em que os trabalhos istigavam os alunos à pesquisa. Não havia o tal do Google, que em uma rápida procura por um tema qualquer te dá a resposta mastigada. 

Maldito Google. Santo Google. Tantas informações que eram desconhecidas agora estão apenas a um clique dos curiosos e sedentos por conhecimento. Podemos desbravar um mundo novo, alcançar novos horizontes, ampliar o conhecimento. Ou podemos ficar no Facebook e compartilhar frases com imagens de gatinhos.

Maldito Facebook. Santo Facebook. Tantos amigos que se perdiam no tempo agora estão apenas a um clique dos saudosos. Podemos ver o que está acontecendo com aquele ente querido, conversar a qualquer momento com aquele amigo que mora longe. Ou podemos usar a internet para fuçar a vida dos outros e conquistar parceiros efêmeros.

Maldita internet. Santa internet. Depende da nossa destinação. Uma caneta pode ser usada para escrever uma carta de amor ou para assinar um divórcio. A internet pode propiciar vários minutos de conhecimento, mas também horas de distração com futilidades e memes.

Nós temos os meios. Nos falta dar-lhes a destinação correta.


P.S. Era pra ser um texto mais elaborado. Sobras de devaneios passados, que deveriam evoluir e virar uma publicação bacana. Mas o agrupamento já estava pronto. Aquela hora em que o simples e mal elaborado parece ser o ideal.


quinta-feira, 19 de abril de 2012

Post-it (2)

Nota de um observador: Antes de criar um blog, aprender a formatá-lo. Pode ajudar.

100 Anos do Titanic


Apenas



Saulo Fernandes cantando Cartola.

A Revolução das Letras


"Saia do computador e vá ler um livro"

Quem não escutou essa frase que atire a primeira enciclopédia. Se conseguir achar uma. O vídeo acima mostra uma evolução que faria Darwin ficar orgulhoso. Ou preocupado. A nova geração demonstra uma facilidade incrível para lidar com tecnologia. É mais fácil uma criança de 2 anos aprender a usar um Ipad que um marmanjão de 40 desvendar os segredos do aparelho. Evolução?

Não sou muito velho, mas posso dizer que acompanhei uma mudança radical nos últimos anos. Lembro do tempo de escola, em que os livros enchiam as mochilas, lutando por certo espaço com io-iôs e álbuns de figurinhas.

As canetas coloridas eram parte obrigatória do material escolar. No mínimo uma azul e uma preta para os meninos. Já para as garotas, azul, vermelha, roxa, verde, rosa, com brilho, com cheiro. Os cadernos eram um espetáculo a parte. Ninguém queria que a mãe comprasse aqueles mais baratos, com fotos toscas de modelos. Capa dura era essencial. Aquele seria seu companheiro durante boa parte do ano. O escudo do seu time ou seu personagem favorito faziam parte da sua personalidade no mundo da sala de aula. 

Agora, os colégios fornecem tablets para seus alunos. Substituem os livros. Não irá demorar para que os cadernos sejam substituídos de forma definitiva pelos notebooks. Em muitas faculdades essa mudança já faz-se notória.

A tecnologia que estava a disposição da criança apenas em casa agora lhe acompanhará também na escola. Livros serão artigos raros. Pelo menos os físicos. (Afinal, o que é um livro? Arquivo em computador conta? Forma e conteúdo se confundem?).

Talvez a frase inicial deste texto daqui a algum tempo não faça mais sentido. Livros na estante darão lugar a arquivos digitais no HD. Cadernos serão substituídos por tablets. Canetas por teclas. Tudo bem, contanto que nunca substituam a arte de viajar por meio da leitura.

A garotinha do vídeo vai entender o que é uma revista quando crescer. Mas provavelmente irá preferir a versão digital. "Vá agora para o computador ler um livro". Talvez seja assim que ela incentive sua filha ao hábito da leitura.

Pena daqueles que nunca sentirão o prazer de folhear um livro com cheiro de novo.


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Post it

Nota mental para uma outra vida: ao criar um blog, não deixar para escrever nele no último momento do dia, quando o sono já está suspendendo qualquer resquício de atividade cerebral.

Boa noite

terça-feira, 17 de abril de 2012

Overdoses Homeopáticas

"[...] E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo. 
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz. 
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará."

Mario Quintana

Faíscas


Ok. Blog criado. E agora? Começar a escrever né? Mas porque? Para que? Para quem?

Nunca gostei que lessem nada que escrevia. Não que escrevesse contos, poemas, etc. Um estranho lendo minha redação colegial já era um martírio pra mim. Não me sentia nada à vontade com outras pessoas lendo qualquer coisade minha autoria. Sempre introspectivo.
Ironia do destino: trabalho com palavras, sempre escrevendo. Tá certo que petições judiciais são menos subjetivas, mas ainda assim trazem certos aspectos pessoais. E da mesma forma estão sujeitas à críticas.
Críticas. Será que foi delas que me escondi todo esse tempo? Será o medo de não ter a personalidade aceita? E porque agora expor tudo isso na internet, ao alcance de todos? Talvez o primeiro motivo seja o suposto anonimato. Escreve e joga lá. Gostou? Fui eu. Não gostou? Pula pro próximo blog de tirinhas ou fotos qualquer de pessoas felizes.
Então, pra que escrever? Pra quem? Pra estranhos, pra ninguém? Talvez apenas um exercício mental. Uma fuga do cotidiano. Espero que não seja como os demais exercícios que faço, os quais começo, empolgado, mas logo logo viram apenas planos perfeitos mal sucedidos.
Bom, por hoje acho que é só. Não quero escrever muito, pra ver se fico com vontade de escrever mais.
Talvez eu volte, talvez não. Talvez alguém leia isso, talvez não. Talvez eu explique o nome do blog.
A chama está acesa...por quanto tempo?

Ps.: A imagem acima foi colocada depois do texto. Não foi uma busca específica, simplesmente queria uma imagem. Logo no primeiro site a encontrei. Não poderia ter sido melhor. Bom começo.