segunda-feira, 4 de junho de 2012
sábado, 2 de junho de 2012
quinta-feira, 24 de maio de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
Palitos de fósforos
Certo dia li no blog de um certo músico uma certa metáfora sobre palitos de fósforos. Coisas efêmeras, belas e fugazes. Uma explosão, a chama rebelde e incontrolável que vira um fogo domesticado. Deu nome a uma canção. A canção não chegou a ser gravada por completo. Após a chama dos instrumentos, a voz não encaixou, a música não encontrou seu espaço. Morreu na empolgação inicial. Virou apenas um esboço, o início que nunca teve fim.
O início. Gosto de começar. Novos horizontes, se não for isso o que será? Traçar metas, elaborar planos, organizar o passado para planejar o futuro. No meu caso esse futuro não é tão longe. Após o planejamento vem a hora de executar. Ah, mas aí fica chato. Os atos se repetem. As metas demoram muito. Hora de traçar novos planos. E de não cumprir os antigos.
Todas segundas milhões de pessoas começam um regime. Toda terça eu começo a malhar. Todo dia eu começo a estudar. Todo final de semana começa um romance em algum lugar. E algum termina, para que o novo tome seu lugar.
De cara me identifiquei com a metáfora do fósforo. Explosão, chama...e depois fumaça. Tudo em poucos segundos. Interessante como observações de atos simples nos levam a grandes reflexões. Diariamente milhares de fósforos são acesos em cozinhas ao redor do mundo. Diariamente meus planos para o futuro que tracei na noite anterior viram fumaça.
Passei a analisar minhas atitudes, e vi que sou uma grande caixa de fósforos. Tudo que faço é efêmero. O que eu quero ser quando crescer? Ah não, crescer demora demais. Médico, advogado? Ah, quando chegar mais perto eu escolho. Pronto, vou ser advogado! E agora? Ah não, agora vou estudar pra concurso. Pronto, continuo sendo um advogado. Até que o fogo queime o dedo.
Nos estudos sou assim. Todos os dias elaboro um roteiro. No dia seguinte desisto, e faço de outro jeito. Não faço nada. O plano é ótimo. Estudar a matéria x pelo livro y, depois a matéria z, depois uns exercícios. Mas antes de mudar de matéria já mudei os planos. E nunca vou pra frente.
Na área afetiva, também sou assim? Definitivamente. Invejo aqueles que conseguem namorar por anos e anos. Nunca consegui esse plural. Na verdade, apenas uma vez consegui mudar a contagem de meses para ano. Apenas por uma semana a mais, mas mudou. Adoro o começo. A conquista, mandar mensagens, esperar a resposta, encontrar, descobrir. E depois que você sabe tudo, o que sobra? O amor? Ih, mas esse é mais dificil encontrar. E isso já é um outro papo.
Não foi proposital - embora fosse esperado - mas o próprio blog virou um exemplo de seu próprio nome. No início, até mais de uma postagem por dia. Ideia interessante, tida em um momento de explosão. Explosão que durou cerca de uma semana. O fósforo se apagou. Quase um mês depois, aqui estou eu. Saudade? Acho que apenas mais uma fuga dos planos de estudo.
No vídeo game sempre gostei do início das sagas. A história, ver como tudo começa, o por quê de ir atrás do vilão...mas depois começa a ficar repetitivo. Bater nos mesmos monstros, usar as mesmas armas. A história já perdeu o sentido. Agora é só chegar no chefão e dar umas marretadas na cabeça. Ah, quer saber, vou começar tudo de novo. Era o máximo montar o time de futebol do zero, subir de divisões, comprar novos jogadores, para chegar na divisão mais alta, com o time mais forte e....perder a graça.
Nunca gostei de rotina. Nunca tive uma rotina fixa por mais de seis meses. Ops, agora tenho. E agora? Rota de fuga? A necessidade do novo me transborda. Será esse um mal da raça humana? Cada dia penso que não. Cada dia vejo mais e mais pessoas acomodadas, assistindo as mesmas novelas, trabalhando nos mesmos empregos, pegando os mesmos caminhos, tendo os mesmos sonhos.
É mais cômodo se esconder na rotina. Fazer sempre o mesmo caminho, comer sempre a mesma pizza, cortar o cabelo no mesmo salão. Enquanto se segue o fluxo não se sai da estrada. E onde leva essa estrada? Será que nos leva aonde queremos ir?
Nos prendemos à rotina. Seria mais fácil fugir dela? A busca pelo novo é o medo de não completar os objetivos? Novos objetivos, novas metas. Ah, não cumpri a última porque mudei, agora vou tentar essa. Será isso o medo do fracasso? Ou será um caminho para evitar essa acomodação prejudicial?
Muitas perguntas...a dúvida é sempre o primeiro passo para qualquer caminho. A busca pelas respostas é que nos leva adiante. A falta de dúvida nos leva à ignorância. Que também pode nos levar a algum lugar, enquanto não percebermos que existem atalhos nessa infinita highway.
A estrada pode até nos levar aos nossos objetivos. Mas os atalhos são bem mais emocionantes.
O início. Gosto de começar. Novos horizontes, se não for isso o que será? Traçar metas, elaborar planos, organizar o passado para planejar o futuro. No meu caso esse futuro não é tão longe. Após o planejamento vem a hora de executar. Ah, mas aí fica chato. Os atos se repetem. As metas demoram muito. Hora de traçar novos planos. E de não cumprir os antigos.
Todas segundas milhões de pessoas começam um regime. Toda terça eu começo a malhar. Todo dia eu começo a estudar. Todo final de semana começa um romance em algum lugar. E algum termina, para que o novo tome seu lugar.
De cara me identifiquei com a metáfora do fósforo. Explosão, chama...e depois fumaça. Tudo em poucos segundos. Interessante como observações de atos simples nos levam a grandes reflexões. Diariamente milhares de fósforos são acesos em cozinhas ao redor do mundo. Diariamente meus planos para o futuro que tracei na noite anterior viram fumaça.
Passei a analisar minhas atitudes, e vi que sou uma grande caixa de fósforos. Tudo que faço é efêmero. O que eu quero ser quando crescer? Ah não, crescer demora demais. Médico, advogado? Ah, quando chegar mais perto eu escolho. Pronto, vou ser advogado! E agora? Ah não, agora vou estudar pra concurso. Pronto, continuo sendo um advogado. Até que o fogo queime o dedo.
Nos estudos sou assim. Todos os dias elaboro um roteiro. No dia seguinte desisto, e faço de outro jeito. Não faço nada. O plano é ótimo. Estudar a matéria x pelo livro y, depois a matéria z, depois uns exercícios. Mas antes de mudar de matéria já mudei os planos. E nunca vou pra frente.
Na área afetiva, também sou assim? Definitivamente. Invejo aqueles que conseguem namorar por anos e anos. Nunca consegui esse plural. Na verdade, apenas uma vez consegui mudar a contagem de meses para ano. Apenas por uma semana a mais, mas mudou. Adoro o começo. A conquista, mandar mensagens, esperar a resposta, encontrar, descobrir. E depois que você sabe tudo, o que sobra? O amor? Ih, mas esse é mais dificil encontrar. E isso já é um outro papo.
Não foi proposital - embora fosse esperado - mas o próprio blog virou um exemplo de seu próprio nome. No início, até mais de uma postagem por dia. Ideia interessante, tida em um momento de explosão. Explosão que durou cerca de uma semana. O fósforo se apagou. Quase um mês depois, aqui estou eu. Saudade? Acho que apenas mais uma fuga dos planos de estudo.
No vídeo game sempre gostei do início das sagas. A história, ver como tudo começa, o por quê de ir atrás do vilão...mas depois começa a ficar repetitivo. Bater nos mesmos monstros, usar as mesmas armas. A história já perdeu o sentido. Agora é só chegar no chefão e dar umas marretadas na cabeça. Ah, quer saber, vou começar tudo de novo. Era o máximo montar o time de futebol do zero, subir de divisões, comprar novos jogadores, para chegar na divisão mais alta, com o time mais forte e....perder a graça.
Nunca gostei de rotina. Nunca tive uma rotina fixa por mais de seis meses. Ops, agora tenho. E agora? Rota de fuga? A necessidade do novo me transborda. Será esse um mal da raça humana? Cada dia penso que não. Cada dia vejo mais e mais pessoas acomodadas, assistindo as mesmas novelas, trabalhando nos mesmos empregos, pegando os mesmos caminhos, tendo os mesmos sonhos.
É mais cômodo se esconder na rotina. Fazer sempre o mesmo caminho, comer sempre a mesma pizza, cortar o cabelo no mesmo salão. Enquanto se segue o fluxo não se sai da estrada. E onde leva essa estrada? Será que nos leva aonde queremos ir?
Nos prendemos à rotina. Seria mais fácil fugir dela? A busca pelo novo é o medo de não completar os objetivos? Novos objetivos, novas metas. Ah, não cumpri a última porque mudei, agora vou tentar essa. Será isso o medo do fracasso? Ou será um caminho para evitar essa acomodação prejudicial?
Muitas perguntas...a dúvida é sempre o primeiro passo para qualquer caminho. A busca pelas respostas é que nos leva adiante. A falta de dúvida nos leva à ignorância. Que também pode nos levar a algum lugar, enquanto não percebermos que existem atalhos nessa infinita highway.
A estrada pode até nos levar aos nossos objetivos. Mas os atalhos são bem mais emocionantes.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Conectados
Antes as mães iam à loucura quando o filho
passava o dia na rua jogando bola com os amigos. Hoje lutam para fazer com que
os filhos saiam de frente do computador. Arrancar a cabeça do dedão em um chute
mal dado não é mais problema para os garotos. O problema vai ser a falta de
histórias para contar daqui a alguns anos.
E a tarefa de casa? Se a informação pedida não
estivesse no livro adotado pela escola...é porque não existia. O professor não
poderia cobrar isso na prova, não tava no livro. Anule a questão já!
Bons tempos em que os trabalhos istigavam os
alunos à pesquisa. Não havia o tal do Google, que em uma rápida procura por um
tema qualquer te dá a resposta mastigada.
Maldito Google. Santo Google. Tantas informações
que eram desconhecidas agora estão apenas a um clique dos curiosos e sedentos
por conhecimento. Podemos desbravar um mundo novo, alcançar novos horizontes,
ampliar o conhecimento. Ou podemos ficar no Facebook e compartilhar frases com
imagens de gatinhos.
Maldito Facebook. Santo Facebook. Tantos amigos
que se perdiam no tempo agora estão apenas a um clique dos saudosos. Podemos
ver o que está acontecendo com aquele ente querido, conversar a qualquer
momento com aquele amigo que mora longe. Ou podemos usar a internet para fuçar
a vida dos outros e conquistar parceiros efêmeros.
Maldita internet. Santa internet. Depende da
nossa destinação. Uma caneta pode ser usada para escrever uma carta de amor ou
para assinar um divórcio. A internet pode propiciar vários minutos de conhecimento, mas também horas de distração com futilidades e memes.
Nós temos os meios. Nos falta dar-lhes a destinação
correta.
P.S. Era pra ser um texto mais elaborado. Sobras de devaneios passados, que deveriam evoluir e virar uma publicação bacana. Mas o agrupamento já estava pronto. Aquela hora em que o simples e mal elaborado parece ser o ideal.
P.S. Era pra ser um texto mais elaborado. Sobras de devaneios passados, que deveriam evoluir e virar uma publicação bacana. Mas o agrupamento já estava pronto. Aquela hora em que o simples e mal elaborado parece ser o ideal.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
A Revolução das Letras
"Saia do computador e vá ler um livro"
Quem não escutou essa frase que atire a primeira enciclopédia. Se conseguir achar uma. O vídeo acima mostra uma evolução que faria Darwin ficar orgulhoso. Ou preocupado. A nova geração demonstra uma facilidade incrível para lidar com tecnologia. É mais fácil uma criança de 2 anos aprender a usar um Ipad que um marmanjão de 40 desvendar os segredos do aparelho. Evolução?
Não sou muito velho, mas posso dizer que acompanhei uma mudança radical nos últimos anos. Lembro do tempo de escola, em que os livros enchiam as mochilas, lutando por certo espaço com io-iôs e álbuns de figurinhas.
As canetas coloridas eram parte obrigatória do material escolar. No mínimo uma azul e uma preta para os meninos. Já para as garotas, azul, vermelha, roxa, verde, rosa, com brilho, com cheiro. Os cadernos eram um espetáculo a parte. Ninguém queria que a mãe comprasse aqueles mais baratos, com fotos toscas de modelos. Capa dura era essencial. Aquele seria seu companheiro durante boa parte do ano. O escudo do seu time ou seu personagem favorito faziam parte da sua personalidade no mundo da sala de aula.
Agora, os colégios fornecem tablets para seus alunos. Substituem os livros. Não irá demorar para que os cadernos sejam substituídos de forma definitiva pelos notebooks. Em muitas faculdades essa mudança já faz-se notória.
A tecnologia que estava a disposição da criança apenas em casa agora lhe acompanhará também na escola. Livros serão artigos raros. Pelo menos os físicos. (Afinal, o que é um livro? Arquivo em computador conta? Forma e conteúdo se confundem?).
Talvez a frase inicial deste texto daqui a algum tempo não faça mais sentido. Livros na estante darão lugar a arquivos digitais no HD. Cadernos serão substituídos por tablets. Canetas por teclas. Tudo bem, contanto que nunca substituam a arte de viajar por meio da leitura.
A garotinha do vídeo vai entender o que é uma revista quando crescer. Mas provavelmente irá preferir a versão digital. "Vá agora para o computador ler um livro". Talvez seja assim que ela incentive sua filha ao hábito da leitura.
Pena daqueles que nunca sentirão o prazer de folhear um livro com cheiro de novo.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Post it
Nota mental para uma outra vida: ao criar um blog, não deixar para escrever nele no último momento do dia, quando o sono já está suspendendo qualquer resquício de atividade cerebral.
Boa noite
Boa noite
terça-feira, 17 de abril de 2012
Overdoses Homeopáticas
"[...] E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará."
Mario Quintana
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará."
Mario Quintana
Faíscas
Ok. Blog criado. E agora? Começar a escrever né? Mas porque? Para que? Para quem?
Nunca gostei que lessem nada que escrevia. Não que escrevesse contos, poemas, etc. Um estranho lendo minha redação colegial já era um martírio pra mim. Não me sentia nada à vontade com outras pessoas lendo qualquer coisade minha autoria. Sempre introspectivo.
Ironia do destino: trabalho com palavras, sempre escrevendo. Tá certo que petições judiciais são menos subjetivas, mas ainda assim trazem certos aspectos pessoais. E da mesma forma estão sujeitas à críticas.
Críticas. Será que foi delas que me escondi todo esse tempo? Será o medo de não ter a personalidade aceita? E porque agora expor tudo isso na internet, ao alcance de todos? Talvez o primeiro motivo seja o suposto anonimato. Escreve e joga lá. Gostou? Fui eu. Não gostou? Pula pro próximo blog de tirinhas ou fotos qualquer de pessoas felizes.
Então, pra que escrever? Pra quem? Pra estranhos, pra ninguém? Talvez apenas um exercício mental. Uma fuga do cotidiano. Espero que não seja como os demais exercícios que faço, os quais começo, empolgado, mas logo logo viram apenas planos perfeitos mal sucedidos.
Bom, por hoje acho que é só. Não quero escrever muito, pra ver se fico com vontade de escrever mais.
Talvez eu volte, talvez não. Talvez alguém leia isso, talvez não. Talvez eu explique o nome do blog.
A chama está acesa...por quanto tempo?
Ps.: A imagem acima foi colocada depois do texto. Não foi uma busca específica, simplesmente queria uma imagem. Logo no primeiro site a encontrei. Não poderia ter sido melhor. Bom começo.
Assinar:
Postagens (Atom)













